Você tem mania de arrancar pelos? Saiba o que é a tricotilomania


Você sabia que existe um transtorno psicológico que faz com que a pessoa sinta necessidade de arrancar fios de cabelo ou pelos no corpo? Esse transtorno se chama tricotilomania.


No post de hoje, iremos explicar o que é a tricotilomania, quais são as suas causas, como diagnosticá-la e tratá-la. Vem com a gente!


O que é tricotilomania?


A tricotilomania se trata de um transtorno psicológico parecido com o skin picking, e é caracterizado pelo impulso recorrente de arrancar fios de cabelo no couro cabeludo ou pelos no corpo todo, como cílios, sobrancelhas e barba. Esse transtorno acaba deixando falhas capilares perceptíveis na região do corpo onde esses pelos estão sendo arrancados.


Os indivíduos acometidos por esse transtorno, na maioria das vezes, não se dão conta da ação que estão praticando, e arrancam os pelos por impulso, tendo como recompensa uma sensação de alívio e prazer imediato.


Esse ato de arrancar fios de cabelo do corpo pode ser considerado como uma forma de automutilação, e acaba deixando partes do corpo, que antes possuíam pelos ou fios de cabelos, expostas e sem cobertura. E, devido a essas falhas que surgem no corpo, o indivíduo acometido por esse transtorno pode acabar se sentindo constrangido, culpado e envergonhado, e tenta encontrar maneiras de esconder os lugares lesados do corpo usando bonés, perucas, ou outros artifícios, causando uma angústia muito grande.


Mas, afinal, o que causa a tricotilomania? Iremos explicar em seguida.


Quais são as causas da tricotilomania?


A tricotilomania pode ser causada por diversos fatores emocionais ou biológicos e, na maioria das vezes, está associada a outros transtornos como ansiedade, TOC (transtorno obsessivo compulsivo) e depressão. Além disso, altos níveis de estresse e falta de controle dos impulsos também podem estar relacionados à tricotilomania.


Outros fatores relacionados a tricotilomania são os hereditários, sendo comum a existência de alguns casos na mesma família.


Além de arrancar pelos, esse transtorno pode progredir para a tricofagia, que consiste no hábito de engolir fios de cabelo, e isso pode se tornar muito perigoso. O estômago não tem a capacidade de digerir a queratina presente na estrutura capilar, e os pelos acabam acumulando no sistema digestório e podem causar consequências graves para o indivíduo, obstruindo o trânsito gastrointestinal.


É muito comum que esse transtorno se inicie na adolescência, entre os 11 e 15 anos de idade, podendo perdurar até a vida adulta se não for tratado. Por isso, é de extrema importância que se faça o diagnóstico e se inicie o tratamento, para que o transtorno seja controlado e a qualidade de vida do indivíduo melhore.


Mas, como diagnosticar e tratar a tricotilomania?


Diagnóstico e tratamento da tricotilomania:


Apesar de muito importante, o diagnóstico da tricotilomania pode ser difícil, pois, muitas vezes, o indivíduo acometido por esse transtorno se sente constrangido e envergonhado dos seus atos, demorando para procurar um profissional que possa ajudá-lo. Além disso, os fatores associados a esse transtorno, como a depressão, podem ajudar na relutância da procura médica.


O diagnóstico da tricotilomania consiste no comportamento recorrente de arrancar pelos do corpo e fios de cabelo do couro cabeludo, resultando em áreas com perda capilar perceptível, além do prazer que pode estar associado a esse ato.


Em relação ao tratamento, ele consiste na ação multidisciplinar envolvendo profissionais como dermatologistas, psicólogos e psiquiatras. A terapia psicológica pode ser associada a medicamentos para ajudar no controle da tricotilomania, mas, lembre-se, cada caso é particular e deve ser analisado e seu tratamento proposto por um profissional da área.


A tricotilomania tem cura e é um transtorno que deve ser levado a sério. Nós esperamos que esse post tenha sido útil para você, e tenha te ajudado :)









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